SUPERVISÃO

SUpervisão clínica Em Análise do Comportamento

Realizar supervisão clínica dos casos, especialmente na análise do comportamento, não é apenas uma recomendação para quando o psicólogo atende um caso mais complexo. É uma prática que precisa ser encarada como cotidiana, como parte do exercício da profissão, porque realizar supervisões de casos clínicos é um meio pelo qual o psicólogo fortalece sua relação com a teoria, com a prática e com a conduta ética profissional.

Um dos objetivos da supervisão clínica é trazer de volta as discussões teóricas para o cotidiano do supervisionando. Uma vez que entramos na rotina de trabalhar e trabalhar, a falta de tempo, organização e disciplina poderão afastar o psicólogo das ricas discussões teóricas da abordagem. A supervisão objetiva reverter isso.

Supervisão 1 Análise do Comportamento

O desenvolvimento de habilidades terapêuticas também é parte da supervisão. Podemos chamar de “habilidades terapêuticas” comportamentos do psicólogo que o levam a ter maior controle de um caso, assim como diferentes perspectivas dele. Por exemplo, envolve saber manter o cliente/paciente engajado com o processo terapêutico, saber ser flexível e respeitoso frente às dificuldades e desafios que o cliente/paciente apresenta para o psicoterapeuta, ou ainda, saber construir diferentes análises sob perspectivas diferentes para atuar em diversas frentes simultaneamente.

Supervisão 3 Análise do Comportamento Clínica
Supervisão 4 Psicologia valinhos Campinas Análise do Comportamento

Também é elemento da supervisão clínica o treino e aprendizado de posturas éticas no exercício da profissão. O Código de Ética Profissional do Psicólogo, redigido pelo Conselho Federal de Psicologia é a orientação base e primordial da prática clínica com ética. Respeitá-lo é obrigação do psicólogo brasileiro devidamente registrado em seu Conselho Regional de Psicologia.

Atualmente eu realizo supervisões clínicas individuais ou em dupla. Seguindo protocolos sanitários por conta da atual situação do Brasil frente ao combate do Covid-19, as supervisões são realizadas online.

Supervisão 2 Análise do Comportamento

Em relação a questões teóricas, a supervisão é realizada na perspectiva da Análise do Comportamento e de sua filosofia, o Behaviorismo Radical. Dessa forma, os conceitos mais fundamentais, tanto da ciência do comportamento quanto de sua filosofia, são discutidos amplamente afim de torná-los cada vez mais próximos da realidade da prática clínica, aumentando, assim, o poder de intervenção, inventividade e criatividade do psicoterapeuta.

Abaixo estão alguns temas teóricos focados na atividade clínica discutidos em supervisão:

Tratam-se das leis mais básicas do comportamento, de como as relações indivíduo e ambiente são construídas

O behaviorismo radical é  a filosofia que rege o método científico da análise do comportamento. Implicações sociais dos conhecimentos da análise do comportamento também são discutidas no behabiorismo radical.

Trata-se de inferir relações de interdependência entre as respostas do indivíduo e seu ambiente (físico, social, biológico e histórico)

Os dois tipos básicos de comportamento, propostos por B. F. Skinner.

Característica fundamental do comportamento operante, cuja reemissão é dependente das consequências produzidas por ele.

Os três níveis em que os comportamentos são selecionados (filogenia, ontogenia e cultura). Proposto por B. F Skinner.

Consequências que selecionam, fortalecem e refinam comportamentos.

O procedimento para extinguir comportamentos quebrando relações de contingência.

Primários: estímulos cujo valor reforçador é mantido pela seleção natural por meio da genética. Condicionados são os reforçadores cujo valor reforçador é aprendido na relação com o mundo.

Consequências reforçadoras naturais e arbitrárias.

Diferentes relações entre as ações de um indivíduo e suas consequências.

O procedimento de remover reforçadores positivos e apresentar reforçadores negativos. Comumente usado com o objetivo de educar ou ensinar algo, mas cujos efeitos passam longe do esperado.

O aprendizado da inanição depremida, em que os contextos já não são controláveis e o indivíduo “desiste” das tentativas de controle.